O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira (8) um recurso crucial sobre o registro de candidatura de Anthony Garotinho, que obteve 274.411 votos no primeiro turno para o governo do Rio de Janeiro. A decisão pode definir o destino desses votos e determinar se haverá segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, embora um pedido de vista de qualquer ministro possa adiar o desfecho final.
A polêmica central gira em torno da tentativa de Garotinho de desistir do recurso após o término da votação. Caso o TSE aceite o pedido e anule seus 274 mil votos, eles serão retirados dos votos válidos, fazendo com que Douglas Ruas ultrapasse a marca de 50% e seja eleito governador ainda no primeiro turno.
Por outro lado, se a corte decidir manter os votos no cálculo da maioria absoluta, o resultado que encaminhou a disputa para o segundo turno será preservado. O caso divide opiniões jurídicas: enquanto a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defende que o pedido seja aceito como uma exceção, a campanha de Eduardo Paes tenta impedir que a desistência altere o pleito.
Embora a jurisprudência do TSE geralmente proíba a desistência de recursos pós-eleição quando há interferência no resultado, a PGE avalia que o cenário atual justifica um tratamento diferenciado. Resta agora à Corte definir se valida a manobra do ex-candidato e sacramenta a decisão sobre o governo fluminense.



